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Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Hospital de Amor de Barretos (SP), desenvolveram um biossensor capaz de identificar o câncer de próstata e também descobrir se a pessoa tem predisposição a desenvolver a doença em apenas uma hora.

A tecnologia tem baixo custo – cerca de R$ 4 por teste – e é menos invasiva que os exames disponíveis atualmente. Segundo o Instituto, ela ainda está em processo de patente e pode levar alguns anos para chegar ao mercado.

Inovação

O novo biossensor é uma lâmina que tem uma camada de ouro, nanotubos de carbono, quitosana e um pó extraído da casca do camarão.

Durante o exame, o pesquisador deposita as células do paciente, que podem ser coletadas da urina ou do sangue, na lâmina. Em seguida, o sensor é colocado no equipamento em que é feita a análise.

De acordo com o professor do IFSC Osvaldo Novais de Oliveira Júnior, um dos diferenciais do biossensor é que o resultado do exame fica pronto em apenas uma hora. Além disso, ele garante que o resultado é mais específico e pode eliminar outros procedimentos.

Para testar a eficiência do biossensor, o IFSC mantém uma amostragem de 50 pacientes que têm a doença. Em todos os casos o novo método mostrou eficiência.

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