Catalizando a transformação na cidade de São Carlos. contato@movesanca.com.br

Equipe desenvolveu jogo voltado para crianças com o objetivo de conscientizar sobre a importância da sustentabilidade.

Três alunas do 8º ano da escola estadual Antônio Militão de Lima, em São Carlos (SP), ganharam o 2º lugar na competição da National Aeronautics and Space Administration (Nasa) pelo desenvolvimento de um jogo cujo objetivo é conscientizar crianças sobre a importância da sustentabilidade.

A equipe, composta pelas estudantes Laura Fernanda Cordeiro, Manoela Ferracini Regulon e Natália Yumi Okino, todas de 13 anos, foi batizada como “28ª estrela”, em referência à bandeira do Brasil, que possui 27 estrelas.

“Para nós, foi uma grande surpresa [ganhar o 2º lugar], já que estávamos competindo com adultos. A felicidade foi enorme! Depois do evento, recebemos interesse em nosso projeto por uma empresa”, comentou Laura.

Competição

Organizadores da edição regional de São Carlos (SP) do desafio da Nasa se surpreenderam com os resultados — Foto: Reprodução

O concurso ‘Nasa Space Apps Challenge 2020‘, que ocorreu entre os dias 2 e 4 de outubro com versões regionais ao redor do mundo, contou com cerca de 55 competidores de São Carlos, que participaram de mentorias e palestras sobre empreendedorismo e inovação durante o final de semana.

O objetivo da competição era solucionar problemas enfrentados tanto na Terra quanto no espaço. Entre os desafios propostos estavam categorias como: diminuição da poluição do ar, criação de jogos para ensinar sobre o espaço e otimização da comunicação com astronautas em Marte.

As soluções desenvolvidas foram apresentadas via Youtube e julgadas por duas categorias: melhor apresentação e melhor projeto. Segundo o sócio-fundador de uma empresa de sustentabilidade e um dos jurados, Paulo Arias, os resultados foram positivos.

“Estou cansado das velhas idéias. Então a troca de conhecimento, a construção colaborativa e uma dose saudável de tensão, dão o ritmo perfeito para uma competição desse nível. É o maior hackathon do mundo e fico feliz em participar”, comentou Arias.

28ª estrela

Alunas de 13 anos da rede estadual de São Carlos (SP) ganham 2º lugar em competição da Nasa — Foto: Reprodução

A aluna Laura Fernanda Cordeiro contou que soube da competição por meio da EPTV Central, afiliada Globo. Segundo ela, suas paixões pela Nasa, pelo espaço e, principalmente, astronomia e física lhe despertaram interesse em participar.

No início, tanto Laura quanto as outras meninas sentiram medo e receio por serem as participantes mais novas, contudo, isso não as impediu de avançarem. “Por sermos as mais novas, sabíamos que se ganhássemos o mérito seria ainda maior”, disse.

O desafio escolhido pela equipe foi “como informar sobre a importância da sustentabilidade para a geração futura”. Com isso, as alunas criaram um jogo para crianças de seis a 14 anos, composto por missões para “salvar o mundo”, como apagar o fogo de florestas, resgatar animais e filtrar o ar.

“No jogo, ao criar seu personagem, que é uma criança, você se depara com uma raposa triste por ver o meio ambiente sendo devastado. Então, ela vira sua mascote durante toda a jornada e, juntos, vocês combatem vilões, como grandes empresários que estão devastando a natureza”, explicou o organizador do evento Matheus Ortiz, que se surpreendeu com o projeto.

Vencedores

Em primeiro lugar na categoria melhor apresentação, ganhou a equipe da estudante de engenharia de computação da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, Rafaela Bull, pela solução proposta para o desafio “detecção automatizada de perigos”.

“Nós desenvolvemos um modelo de inteligência artificial e o treinamos para detectar as nuvens de areia que formam no deserto do Saara, para poder alertar moradores de áreas que pudessem ser afetadas de maneira muito intensa”, explicou.

Estudantes da USP São Carlos irão representar a cidade na próxima fase Global de competição da Nasa. — Foto: Reprodução

Já no primeiro lugar na categoria melhor projeto, o vencedor foi a equipe “12 ParsIEEEcs”, um trocadilho com o nome de um projeto extra-curricular da USP São Carlos e o filme Star Wars.

O desafio escolhido foi “gerar interesse nos jovens pelo espaço e pela tecnologia dos foguetes” e a solução proposta foi um jogo interativo simulando uma empresa de entrega espacial ficcional, onde os jogadores aprenderão sobre motores de foguetes para poderem cumprir as entregas.

“Escolhemos esse desafio, pois inspirar uma nova geração a se interessar por ciência é algo muito importante, não estaríamos hoje estudando, tentando melhorar o mundo, se não tivéssemos sido levados a ver quão legal isso pode ser”, disse o aluno de engenharia elétrica na USP, Mateus Valentini.

Agora, ambas as equipes ganhadoras dos primeiros lugares irão representar São Carlos em uma competição Global, competindo com as equipes também vencedoras dos desafios regionais. Caso ganhem, os alunos conhecerão uma das sedes da Nasa nos Estados Unidos.

Fonte:g1.com.br