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Tecnologia criada pela UFSCar, em parceira com Unicamp e USP, tem informações da pessoa no momento da triagem. Com elas, médico poderá priorizar os casos mais graves.

Uma pulseira desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Campinas (Unicamp), deve otimizar os atendimentos de pacientes nos hospitais.

O sistema usa inteligência artificial para reunir informações das pessoas na triagem e, com isso, o médico poderá priorizar os casos mais graves.

O projeto foi um pedido do setor de oncologia do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) que, durante a pandemia, viu o número de atendimento aumentar significativamente.

Necessidade

Segundo o pesquisador Rogério Ruivo, a ideia é que cada pessoa use uma pulseira para ser atendida no hospital. Os dados dela serão transmitidos para o computador em tempo real.

“Ela analisa, por exemplo, o batimento cardíaco, respiração, temperatura corporal e outros dados também que cada vez mais a gente vai implementando para aumentar essa coleta de dados. Uma vez que você aumenta essa coleta de dados, mais preciso fica esse sistema”, explicou o aluno de engenharia de computação da UFSCar.

Prioridade

Com a tecnologia, os pesquisadores esperam mudar o cenário da fila de espera. Na tela, o médico vai ter todas as informações do paciente e, assim, poder priorizar os casos mais graves. O sistema consegue fazer o cruzamento de dados e um apontamento preciso.

“A triagem mais aperfeiçoada pode, inclusive, salvar vidas que poderiam se perder no caminho ou agravar alguns quadros por conta de pessoas que ficam na fila e não são atendidas no tempo certo”, disse o pesquisador Rogério Ruivo.

Sala de espera do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

Projeto

O projeto foi premiado em um desafio internacional de criação na Suíça. Segundo Leandro Dorigan de Macedo, coordenador do programa de residência em oncologia do HC de Ribeirão, o próximo passo é testar a tecnologia no hospital.

“A gente espera reduzir o número de retornos do paciente, o tempo dele dentro da instituição e poder priorizar o atendimento daqueles que mais precisam em função da condição de saúde”, disse.

Segundo o coordenador do programa, foi no hospital das clínicas que surgiu a necessidade de organizar os atendimentos e diminuir as número das filas.

“A maior dificuldade é organizar os retornos de forma que o paciente venha o menor número de vezes possível ao hospital e fique dentro dele o menor tempo possível. Além disso, priorizar os atendimentos daqueles que mais precisam ser atendidos com mais urgência”, contou.

Fonte: G1.com.br